sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Seres Humanos

Seres humanos

Seres vagantes, seres pensantes
de energia fluente e exponencial.
Fragmentos na atmosfera,
conexões de um mundo virtual.

Em algum ponto exato, o equilíbrio
Enquanto há movimento, o tempo passa

Passo adiante a revolta, eu passo planos.
Passam anos, passa o rancor.
Com passos largos a vida segue,
passa a vida, passa o amor.

Enquanto a gente dança, com um sorriso pra oferecer!
Enquanto a gente dança!


Seres modernos, nascem sem tédio,
aprendendo a andar e falar

Crescem os corpos, cresce a mente,
condicionados a sentar e se calar.

Em meio aos seus passos, desequilíbrio.
Entre heróis criados e a fé que salva.

Pessoas não precisam, desejam o que não podem ter.
Elas não entendem, não há informação certa.
Elas não toleram, não harmonizam.
Resolvem seus problemas com outros problemas.

Quero te lembrar, todos querem respostas.
Quero te lembrar, todos estão cansado de serem cobrados...
Todos cobram, todos cobram!

Enquanto a gente dança, com um sorriso pra oferecer!
Enquanto a gente dança!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

SOLITUDE

Os seres hão de ter seu tempo, imaginário tempo que tece seus planos e passos, e enquanto matérias vagantes, dançam, regidos pela equação matemática de atração do equilíbrio.

O equilíbrio é o antípoda do tempo.

O equilíbrio conecta tudo, enquanto o tempo reflete percepções vagas e limitadas de movimento.

A volatilidade do raciocínio e pensamento se perde e se encontra na produção dos mesmos, como fosse um dínamo criando e fornecendo energia ininterruptamente. Assim como o dínamo, eles necessitam de um ponto de partida. A roda precisa começar a girar, faz-se necessário um torque.

A partida está no exato momento do ponto de mutação, ou vice-versa. Nesta percepção fractal do movimento de tudo e de todos, as peças formam a grande figura. Qualquer um que recobrar parte de sua sensibilidade perdida, conseguirá compreender a existência sob a forma holística, percebendo-se e colocando-se simbioticamente no espaço.

Esta percepção não conduz ao ponto de partida, tampouco nos indica pontos de chegada, porém nos apresenta o cenário das relações e da interdependência destas relações para o movimento em equilíbrio. Criamos uma ilusão coletiva de tempo, pegamos os pontos A, B e C, correlacionamo-los e estabelecemos uma contagem para o nosso movimento. Este espaço de contagem apresenta diferentes fotografias, diferentes espíritos de época. Os seres e suas mentes voláteis estão vagando em meio a este movimento, criando, destruindo, aceitando, iludindo...  

Os seres que eu vejo não são os mesmos que tu vê, bem como nossas respostas não são as mesmas, pois não compartilhamos, salvo genericamente, das mesmas perguntas. Compartilhamos sim de uma grande necessidade chamada equilíbrio.

A mente coletiva está fracionada pelo tempo, pelas perguntas não feitas, pela laboralidade de seu espírito contemporâneo, pela diversidade não compreendida, pela necessidade da conquista em detrimento do enlace. Criamos palavras e nos perdemos em meio a elas.

Toda essa volatilidade da existência e de nossas mentes nos coloca numa situação de constante recomeço, de seguidos e infinitos pontos de mutação.

Olhar ao redor e não perceber transformação, é como olhar para o mar e não ver movimento.

E quanto ao equilíbrio, quisera eu observá-lo fluente ao meu redor, mas há de se ter pensamento crítico e clareza de ideias, e sobre estes,  a inércia, com maestria, cumpre bem o seu papel.  


"Que época terrível esta, onde idiotas dirigem cegos."
William Shakeaspeare

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que tu faz?

O que tu faz?

Sem querer aparecer,
mas sem querer ficar pra trás.
Tão distante de entender,
as energias que me movem.

Olhar o mar e presenciar o que a natureza tem pra me oferecer.

Já tentaram me explicar
o porquê de um mundo desleal.
E a ignorância de quem não vê,
eu compartilho com você.

O sol brilhar e refletir o que a natureza tem pra me oferecer.

Basta eu interagir pra transformar,
inovar pra evoluir.

E o que eu faço? E o que tu faz?

Quanto tempo pra viver?
Não sei por onde começar.
Tantas coisas pra fazer,
e tudo no mesmo lugar.

O vento traz toda essência que a natureza tem pra me oferecer.

Basta eu interagir pra transformar,
inovar pra evoluir.

E o que eu faço? E o que tu faz?



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A vida não é um filme

Quando eu perguntar, tu vai responder 
com os olhos marejados e cheios de vergonha, eu sei. Eu sei por que.

A culpa é o comprimido que aumenta a tua dor,
como se o mundo fosse feito pra estar ao teu dispor.

A vida não é um filme, a vida não é aquilo que tu vê na TV.


       E tu vai parar e perceber um universo sem limites pra tu te esconder.
       Mas isso não é o bastante.


Quando eu perguntar, tu vai responder
com a mente escravizada, cheia de questões, eu sei. Eu sei por que.

A falsidade é o tempero que engasga a tua voz,
como se o tempo não castigasse por tua intenção.

A vida não é um filme, a vida não é o que querem que tu venha a ser.


       E tu vai parar e perceber um universo sem limites pra tu te esconder.
       Mas isso não é o bastante.


Quando eu perguntar, tu vai responder
com a alma profanada por pensamentos tolos, eu sei.  Eu sei por que.

O pudor é o cadeado que trava o teu humor,
como se tudo perdesse o brilho sem nenhuma explicação.

A vida não é um filme, a vida não é aposta feita pra tu perder.


    E tu vai parar e perceber um universo sem limites pra tu te esconder.
       Mas isso não é o bastante.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CONFLITO



Existe um espaço vazio esperando por ti.
Ali não existe nada, nem mesmo a ausência.

Feche os olhos e sinta o teu coração.
Deixe a mente quieta, deixe a mente agir.

O céu não é o limite, palavras não impõem limites.
Muros e grades são invenções humanas.

O que tu vê no espelho? O que tu quer ver?
Qual é o teu segredo? O que tu quer dizer?

Bem-vindo à tua evolução!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Antropofagia virtual



O tempo passa.

As mentes idealizam.

Mentes conectadas criando fragmentação. 

Passatempo como fuga. Como carne, como fruta.

Como você! 

Antropofagia virtual.

Atrás da tela um ícone, um nome, um desejo te consome. Dela saem heróis.

Heróis criados, alimentados. E nós, vítimas e culpados. 

Antropofagia virtual.

Herói moderno não tem asas, tampouco voa. Equilíbrio, amor, liberdade, coragem, altruísmo: requisitos contemporâneos.

Escassez de heróis. Escassez do básico, escassez do fático, escassez de pensamento.

Nem tudo que vai, volta. 

Há recursos de via única, assim como sentimentos. A gente os usa. Usamos muito. 

Usamos tudo para jogar fora. Sobre o tapete, um dia vimos abundância, que hoje transferimos para baixo. 

Criamos um gosto pela escassez na superfície. Consumir é delicioso, até o último fragmento. 

Usar, comer, gozar.

Antropofagia virtual.

Tédio de tudo, há muito. 

As crianças tem tédio. Mal aprendem a andar e, doutrinadas, já voltam a sentar.

Falam inteiras; calam entediadas, ordenadas.

Ordem expressa é "ordem e progresso". Desenvolvimento progressivo e programático.

Programas difusos, telas indutoras. Espetáculo à parte. 

Parte da arte como espetáculo, custe o que custar.

Custa caro, mas o que é bom não tem preço, não é?

Bom é o que te faz bem, mesmo que te faça mal. 

Antropofagia virtual